quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Confidências dos Embaixadores

Com o objetivo de tornar mais conhecida as atribuições dos embaixadores, o Ministério dos Assuntos Estrangeiros da França produziu um web documentário com quatorze diplomatas que relatam um momento importante de sua experiência de campo

Salon de la Rotonde, escritório do Ministro de Assuntos Estrangeiros no Quai d'Orsay, em Paris

"Confissões dos embaixadores" é o novo web documentário produzido pelo Quai d'Orsay, o ministério de assuntos estrangeiros da França, nele quatorze diplomatas franceses relatam um momento importante de suas carreiras. De missões econômicas ou humanitárias a negociações de tratados internacionais, passando pelo auxílio aos franceses em momentos de urgência, os embaixadores franceses revelam a realidade de uma das profissões mais prestigiadas do mundo. O documentário está disponível no link Ministério abaixo e está disponível apenas em francês. Além de conhecer um pouco mais sobre a atividade dos embaixadores, é hora de você fazer uma mise à jour de suas competências na língua de Molière.


Oscar Berg
Canoas,  06/08/2014 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Quem é Manuel Valls, o novo Primeiro ministro francês?

O péssimo resultado dos socialistas nas eleições municiais levou o Presidente François Hollande a demitir seu Primeiro Ministro Jean-Marc Ayrault e nomear o desconhecido dos brasileiros Manuel Valls ao posto. Conheça o novo premiê francês responsável a partir de agora de salvar os socialistas franceses.



O prazo de validade de Jean-Marc Ayrault a frente da chefia de governo já estava contado a muito tempo. No final do ano passado os rumores já eram grandes. Na época circulava o nome do ambicioso ministro do Interior (pasta de maior importância do governo, uma espécie de Ministério da Segurança Pública brasileiro) Manuel Valls e da prefeita de Lille, Martine Aubry. Ainda que eu apostasse já na época em uma troca de chefia a razão estava com um amigo militante socialista de La Rochelle que me confiou: “Jean-Marc Ayrault é muito fiel ao Presidente, é um bom cheval de bataille. Hollande está certo em mantê-lo”. Jean-Marc Ayrault, contudo, não resistiu ao grande choque da derrota do PS nas eleições municipais realizadas em 23 e 30 de março. Ao passo que em 2008, os socialistas foram os grandes vencedores dessas eleições, quatro anos mais tarde eles foram os grandes derrotados ao perderem cidades importantes como Niort, Reims, Saint-Étienne e Toulouse (a lista completa está no Le Monde) e, pior, em muitas cidades se tornaram a terceira força política graças ao surpreendente resultado da extrema-direita. Mesmo bastiões socialistas como no norte foram perdidos (ainda que Aubry tenha sido reeleita em Lille). Falando em bastiões, os comunistas também estão em choque com a derrota de Catherine Peyge (femme politique que tive o prazer de conhecer e por quem nutri uma grande simpatia) em Bobigny, cidade do subúrbio parisiense comandada pelos comunistas há um século!

Em face desse grande fracasso, François Hollande não teve outra escolha senão a de iniciar uma reformulação de sua equipe de governo, a começar por seu Primeiro Ministro muitos analistas políticos tendo indicado que a derrota socialista foi uma resposta à impopularidade do Presidente Hollande e não necessariamente um voto de desconfiança às administrações socialistas locais. De certa forma, a eleição local tomou ares de disputa nacional.

Quem é Manuel Valls?
Jovem, 51 anos, ministro do interior, deputado de Essone e prefeito de Évry e a partir de hoje Primeiro Ministro, Manuel Valls tem um bom currículo que o coloca em postos de sonhar com a presidência francesa já em 2017, o que preocupa muita gente a começar pelo Presidente em exercício François Hollande (ainda não se sabe se ele pretenderá brigar um segundo mandato). Manuel Valls já apareceu uma vez aqui no blog FrancePo quando das primárias do Partido Socialista nas quais ele terminou penúltimo colocado com 6% dos votos.

À época, Valls foi descrito como o plaidoyeur de uma política realista. Ainda que isso levasse os socialistas à se aproximarem dos centristas e mesmo da centro-direita, algo que preocupou muito os militantes socialistas à época mas, sejamos sinceros, após dois anos de presidência de François Hollande percebemos que esse é o menor medo dos socialistas agora. Vale ressaltar que Valls recebeu, em 2011, o apoio da influente publicação The Economist que o apresentou como o único portador dos valores da esquerda moderna em detrimento aos ‘dinossauros do PS francês’ (leia-se François Hollande e outros).

Expert do PS em questões de segurança pública, Valls foi nomeado por François Hollande quando de sua eleição ao Ministério do Interior em detrimento de ‘dinossauros do PS’ que sonhavam com o posto, como François Rebsamen que poderá agora entrar no governo. Em seu posto, Valls se envolveu em grandes polêmicas, mas se caracterizou como o campeão da opinião pública, sendo um dos políticos mais populares da França, algo raro em meio ao governo socialista acusado de não fazer nada para conter a crise.

É certo que Valls terá grandes desafios a sua frente e o primeiro deles será justamente negociar com o presidente os nomes de seus ministros. Personalidades socialistas batem a porta do governo como Ségolène Royal e Rebsamen, outros buscam mais espaço no governo como Stéphane Le Foll (agricultura), Pascal Lamy (cidade) e Najat Vallaud-Belkacem (direito das mulheres e porta voz do governo). Outros ainda lutam para manter seus postos, como Arnaud Montebourg (recuperação industrial) e Pierre Moscovici (economia e finanças). Valls e Hollande, agora juntos, terão que balancear as aspirações pessoais dos ministros com o recado das urnas. Algo nada fácil. Ainda, há algumas semanas os verdes declararam que não participariam de um governo com Valls em sua chefia. O bom resultado dos verdes nas eleições municipais (uma exceção na esquerda. Notável vitória em Grenoble contra os socialistas) aumentou ainda mais sua margem de manobra. É provável que Cecile Duflot (habitação) busque finalmente o ministério do meio ambiente. O atual ministro Philippe Martin, segundo o Nouvel Observateur, estaria preparado para deixar a pasta.

Para concluir, é possível que François Hollande tenha criado um belo problema para sua reeleição em 2017. Um desempenho positivo de Valls não recuperaria somente a pele do governo, mas também o lançaria como candidato natural à sucessão de Hollande ao passo que este estaria em condições de disputar um segundo mandato. O fato é que Hollande não teve outra escolha. Dentro os nomes à sucessão de Ayrault o de Valls era o que mais agradava: Hollande e Aubry não têm boas relações; Laurent Fabius (relações exteriores, político mais popular da França conforme recentes sondagens) já esteve no posto de Primeiro ministro na época de Mitterrand (1985-1986) e apresentou uma performance severamente criticada; Jean-Yves Le Drian (defesa) não encarna o espírito de mudança demandado pelos franceses; e Ayrault não teria nada de novo a oferecer. Prevaleceu a lógica e Manuel Valls foi nomeado para Matignon, o que pode decepcionar em especiais os militantes mais à esquerda do PS.

Oscar Berg
Montréal (Québec), 31/03/2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Eleições no Québec colocam a questão da independência no centro do debate

O debate dos chefes de partido e candidatos ao posto de Primeiro Ministro reforçou a impressão dos últimos dias de que a questão da independência da província está no centro da campanha, uma posição que necessariamente não ajuda os partidos independentistas. Detalhes.


Da esquerda à direita, candidatos: Pauline Maurois (PQ), Philippe Couillard (PLQ), François Legault (CAQ) e Françoise David (QS)

Desde o início o mandato de FrancePo é de discutir a política francesa, mas vou me permitir desta vez fazer um pequeno détour ao Québec, região de língua francesa da América do Norte que já foi conhecida outrora pelo nome de Nova França. Tanto por esse passado em comum com a França como do fato de que me encontro instalado nessa maravilhosa região convido vocês a leitura deste post de impressões sobre a campanha eleitoral no Québec.

O Québec é uma sociedade distinta dentro do Canadá devido à sua língua e cultura. Se no passado os quebequenses já se diziam, a julgar as palavras do deputado Henri Bourassa, como os verdadeiros canadenses em uma época que os canadenses de língua inglesa continuavam ligados ao Império Inglês, a partir dos anos 50 o Québec mergulhou em um profundo despertar de sua identidade québécoise. Esse processo levou os quebequenses às urnas por duas oportunidades (em 1980 e 1995) para decidir sobre sua independência do restante do Canadá. Mesmo com dois reveses (o segundo por menos de 55 mil votos) o projeto de independência do Québec continua a contar com apoio popular. Historicamente é o Partido Quebequense (PQ) o principal responsável por levar adiante a idéia.  O partido não detém, contudo, o monopólio deste projeto no cenário político local, outras formações como a Option Nationale e Québec Solidaire (QS) surgem como plataformas independentistas.

Após um longo reinado de 9 anos do Partido Liberal do Québec (PLQ), porta voz dos federalistas na província, o PQ venceu as eleições de 2012 e Pauline Marois assumiu o posto de Primeira Ministra do Québec. Não conseguindo obter a maioria na Assembleia Nacional e não dispondo de alianças com outros grupos parlamentares o PQ formou um governo minoritário. Em 18 meses de governo, Marois se dedicou, em especial, ao controverso projeto de Carta de Valores Quebequenses[i], que tem como principais pontos: (1) proibir o uso de símbolos religiosos ostensivos, (2) neutralidade do pessoal da função pública e (3) tornar obrigatório que funcionários públicos trabalhem com o rosto descoberto (o alvo aqui é bem claro: mulheres de confissão muçulmana).   
 
É nesse cenário que a Primeira Ministra Pauline Marois dissolveu a Assembleia Nacional em 5 de março e decretou a realização de eleições gerais no dia 7 de abril.

Dentre os argumentos que Pauline Marois dispunha para respaldar sua decisão estava a recuperação da popularidade de seu governo após uma bem sucedida exposição midiática no trágico acidente de trem em Lac-Mégantic, que deixou 47 mortos. Ainda, sondagens publicadas entre os meses de janeiro e fevereiro colocavam o PQ em primeira posição nas intenções de voto, com possibilidade de obter a maioria necessária na Assembleia Nacional. O argumento final foi que a oposição bloqueava as ações do governo e votaria contra o orçamento que seria apresentado pelo governo do PQ.

Aparentemente a eleição caminhava em direção ao domínio das questões econômicas. Porém, praticamente 20 anos depois da realização do último referendo (dos quais, 10 anos com governos do PQ) a questão nacional foi trazida de volta ao centro do debate.
Já em sua declaração de candidatura, em 5 de março, o liberal Philippe Couillard, do qual diz se tratar de um dos mais fervorosos federalistas do Québec, declarou ir à luta contra um governo que odeia e que promoverá um novo referendo. As cartas já estavam postas. De lá até ontem, pouco adiantava se tentássemos discutir de economia, da exploração de petróleo na ilha de Anticosti ou de qualquer outro assunto, a questão da independência sempre surgia.

O debate

A apresentação dos candidatos no debate de ontem a noite deu o tom das discussões. Todos se referiram ao referendo. François Legault (CAQ, direita), que abriu as apresentações, criticou liberais e pequistas por trazerem este assunto à campanha. Couillard, afirmou que Marois promoverá um novo referendo se eleita enquanto que ele se ocuparia dos verdadeiros problemas do Québec, a saber: emprego, saúde e educação. Marois, por sua vez, afirmou que a eleição não se trata da questão referendária. Françoise David (QS, esquerda), que concluiu as apresentações, prometeu fazer do Québec um país para todos e se lança como opção ao domínio PQ x PLQ.

Ainda que a Rádio Canadá tenha reservado o último dos quatro blocos de trinta minutos para a questão nacional e identitária, não foi preciso esperar o final do debate para a independência do Québec ser abordada. Logo no primeiro bloco de perguntas, Couillard acusou o governo Marois de promover a divisão dos quebequenses com a Carta de Valores, de se engajar a realizar um novo referendo assim que eleita e se recusar de tratar dos verdadeiros problemas do Québec. Há semanas esse é o discurso de Couillard e de maneira geral ele está colando bem: ¾ dos quebequenses acreditam que se Marois for reeleita ela promoverá um novo referendo. A mesma proporção de quebequenses é contrária a realização de um referendo.

Neste cenário, não é surpresa que os liberais insistam tanto sobre a questão nacional. A idéia geral do partido é vender a idéia de que uma vitória do PQ levará a realização de um terceiro referendo. O bem sucedido slogan da campanha liberal diz muito sobre isso: “Juntos, tratamos dos verdadeiros problemas”. Ele dá conta de que os liberais querem que o Québec permaneça no Canadá e que as principais agendas do PQ, seja a Carta de Valores, seja o projeto de independência, não constituem reais necessidades do Québec no momento e que tratando disso o partido negligencia a economia e a criação de empregos.

Problemas do lado do PQ

O magnata da mídia, Pierre-Karl Péladeau candidato do PQ em Sain-Jérôme
Os pequistas estão em uma sinuca de bico. Quanto maior o espaço que a questão nacional ocupa no debate, menores se tornam as intenções de voto em Pauline Marois (que perdeu a liderança para os liberais nesta semana). Em todo caso, Marois não pode fugir deste debate, pois a julgar o artigo 1° do estatuto do partido, a independência do Québec é sua razão de ser. A independência do Québec não passa apenas por um referendo vitorioso, mas a construção de condições favoráveis para isso. Mas um discurso nessa linha realmente não seria capaz de motivar a base pequista, pois, fazendo uma analogia imperfeita, alguém já viu um partido socialista ganhar eleições ao promover antes da ruptura com a capitalismo a construção apenas das condições favoráveis?

Restringida por essas dificuldades, Marois adotou um discurso ni-ni quando de sua declaração de campanha. Nem se comprometia a realizar um referendo, nem afastava qualquer possibilidade. Não tendo funcionado bem, Marois adotou uma nova retórica no debate ontem à noite (ainda que obedecendo à mesma lógica do ­ni-ni). Questionada por Legault ela declarou: “Não realizarei o referendo [e nesse momento ela fez uma pausa, deixando todo o Québec inquieto] enquanto os quebequenses não estiverem preparados”. Ainda que sucessivamente atacada por seus rivais de direita, Couillard e Legault, analistas da Rádio-Canadá pouparam a líder pequista de críticas e afirmaram que esta é a via possível que ela adote. De um lado, procura-se tranqüilizar o Québec (e, não menos importante, o governo federal de Ottawa) de que a realização do referendo não é a prioridade, ainda que ele será realizado algum dia e, de outro lado, não desmotiva a base militante ao não esvaziar suas expectativas de realizar a independência do Québec. Em recente entrevista à Radio-Canadá, o ministro das Relações Internacionais do Québec, Jean-François Lisée, reafirmou que o partido pretende realizar  um novo referendo, sem estabelecer contudo um prazo.

Nos dias que precederam ao debate de ontem à noite, diversas pesquisas de intenção de voto foram divulgadas. Os números divergem, mas a tendência é a mesma: os liberais passaram a frente do PQ nas intenções de voto. É nítido que os liberais estão sendo bem sucedidos em sua tática eleitoral, o PQ por sua vez enfrenta dificuldades em lidar com o debate do referendo. Em uma pesquisa publicada no Journal de Montréal no primeiro dia de campanha, 34% dos quebequenses votariam pelo sim em um referendo sobre a independência da província. Esse número pode servir de limite aos votos que o PQ poderá obter no próximo dia 7 e, sem surpresa, as intenções de voto no PQ têm orbitado em torno desse porcentual. O sucesso dos liberais, contudo, se deve, sobretudo, a queda da coalizão de François Legault.

Os caquistas, como são chamados os partidários de Legault, foram a grande surpresa da eleição de 2012. Ao elegerem 19 deputados, foram em grande parte responsáveis da vitória do PQ, pois a maior parte dos deputados caquistas foram eleitos em antigas regiões detidas pelos liberais, que perderam 16 deputados na última eleição, abrindo a porta para um governo minoritário pequista. Atualmente, contudo a formação de François Legault encontra graves dificuldades e recebe apenas pouco mais de 10% das intenções de voto, dificilmente o partido elegerá mais de 10 deputados e devido sua proximidade ideológica a maior parte dos votos do CAQ tende a ir ao PLQ, o que explica a vantagem que este criou em relação ao PQ.

Qual futuro para o PQ?

Pauline Marois em campanha: dificuldades para balancear o projeto independentista com os desejos da opinião pública

Em 5 de março quando dissolveu a Assembleia Geral, Pauline Marois tomava como ponto de partida que seu partido se manteria no governo e teria ainda grandes chances de formar um governo majoritário. Tudo parecido ter sido joué d’avance e a filiação do magnata da mídia Pierre-Karl Péladeau ao PQ parecia ser a cereja no bolo. Mais que a primeira ministra Marois, foi Péladeau que incentivou o retorno do debate independentista entre os pequistas. 

A jogada parecia ótima: não apenas os pequistas obteriam a maioria que buscavam como ainda reascenderiam a flama independentista entre os quebequenses. Contudo, ela se revelou um grande passo em falso. 

Ao responder às provocações de Couillard, Péladeau não somente reascendeu o espírito independentista como também fez ressurgir a suspeita de que o PQ chamaria os quebequenses à um terceiro referendo. Como lembrou ontem o jornalista do Devoir, Michel David: uma derrota do PQ em abril terá as mesmas conseqüências dramáticas das derrotas dos referendos de 1980 e 1995. 

A chegada de Péladeau ao PQ também não pode ser relativizada. Uma eventual derrota do PQ daria lugar a eleições internas para substituir Pauline Marois e neste caso, Péladeau surgiria como um dos principais nomes à sucessão. O candidato vedete que no passado já proferiu pesadas críticas ao movimento sindicalista representaria uma profunda ruptura com a tradição social-democrata do PQ, a saída de muitos pequistas ao partido soberanista de esquerda Québec Solidaire surge como uma hipótese razoável. Com isso, mesmo que sobreviva a uma derrota em abril próximo, a ruptura será tão profunda que o PQ deixará de existir como tal.

Para reverter a tendência, Pauline Marois deverá segurar o vigor de alguns de seus partidários, como Péladeau, em discutir a questão nacional quebequense de forma a tranqüilizar os quebequenses. Deverá também explorar pontos fracos dos liberais, como a luta contra a corrupção, e mostrar que é a candidata melhor preparada para relançar a economia quebequense e estabelecer boas relações com o governo federal. O debate parece ter sido uma oportunidade perdida, pois a mídia estava de acordo hoje que nenhum candidato se destacou ontem à noite.

21 de março de 2014.
Montréal, Québec.
Oscar Augusto Berg

Abaixo, fotos das capas e reportagens sobre o debate dos dois jornais distribuídos gratuitamente na rede de transporte público de Montréal.

Capa do jornal Métro Montréal que destaca “Não haverá referendo”

Reportagem do Métro Montréal: “Referendo rouba a cena no debate”

Capa do jornal Montréal 24 heures: “Discussões acaloradas”

Reportagem do jornal Montréal 24 heures: “Pauline Marois mantém a dúvida sobre um referendo”






[i] Para quem se interessar pela Carta nada melhor que escutar Bernard Drainville, ministro responsável pelo projeto, explicá-la e tentar vender seu peixe nos seguintes endereços:  http://www.youtube.com/watch?v=vHn_KvnIb9g#t=75 e http://www.youtube.com/watch?v=_WhMF6VdRrU


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Google convida você para subir na Torre Eiffel


Google usou esse equipamento para registrar as imagens do tour

Você já pensou em visitar a Torre Eiffel e subir até o topo sem sair de casa, sem mesmo levantar do sofá? Pois agora é possível! O Instituto Cultural da gigante da informática Google e a Société d’exploitation de la Tour Eiffel firmaram uma parceria que abriu as portas de um dos principais monumentos franceses às câmeras do Google que nos proporcionam uma visita à la Street View aos andares superiores da torre.


As equipes da Google captaram todas as imagens necessárias para esse passeio interativo na Torre Eiffel em aproximadamente 6 horas em dois dias de trabalho entre 6 e 9 horas da manhã sempre antes da abertura da torre aos visitantes. Para realizar o trabalho a Google precisou desenvolver um equipamento especial de apenas 60kg e medidas reduzidas a fim de conseguir se mover nos espaços estreitos dos andares superiores.

Fazer um tour online pela Torre Eiffel é fantástico...


No final das contas somos automaticamente levados a nos questionar, por que ainda ir a Paris para conhecer a torre e admirar a paisagem parisiense com nossos próprios olhos? A resposta é simples: vale a viagem (e a longa espera na fila) a enorme sensação de vertigem que toma conta da gente a partir já do segundo e terceiro andar e que não temos diante da tela do computador e ainda a possibilidade de admirar a região parisiense em um belo dia de SOL! Ainda, como complementos que ficam reservados à viagem e nenhum app pode proporcionar é a possibilidade de beber champagne no topo da torre e comprar uma miniatura vinda diretamente da China nos arredores do Champs de Mars ;)

... ainda assim a sensação de vertigem e a bela vista de um dia de sol ainda valem a viagem para conferir a torre de perto
Oscar Berg
Brésil,
Le 14 octobre 2013.

domingo, 13 de outubro de 2013

IKEA anuncia cinco novas lojas e 1200 novos empregos na França


Famosa entre os brasileiros como uma empresa que vende móveis de qualidade por preços inacreditáveis, a IKEA continuará a investir fortemente na França apesar de resultados negativos no último ano.

Na última quinta-feira, 10 de outubro, a filial francesa da sueca IKEA anunciou que abrirá cinco novas lojas e criará 1200 empregos entre 2014 e 2016. A empresa que já possui 29 filiais na França ganharia lojas em Orléans (Loiret), Bayonne (Pyrénées-Atlantiques), Clermont-Ferrand (Puy-de-Dôme), Mulhouse (Alsácia), Nice (Alpes-Maritimes) e Vénissieux (Rhône). A primeira nova loja a abrir será a de Clermont-Ferrand (Verão de 2014) e então Bayonne, Mulhouse e Orléans (2015) e, finalmente, Vénissieux e Nice (2016). Ainda, as lojas de Paris Nord 2, Laisir (Yvelines), Montpellier (Hérault) e Vitrolles (Bouchesdu-Rhône) devem ser reformadas. Ótima notícia para brasileiros que habitam essas localidades ou aqueles em vias de se expatriarem em algumas dessas cidades e que buscam móveis com design contemporâneo e baixo custo.

Atualmente a França é o terceiro maior mercado da IKEA no mundo. As vendas no Hexágono respondem por 9% do total da empresa sueca. Em 2012 a empresa teve um volume de negócios de 2,39 bilhões de euros, o que garante o primeiro lugar no segmento de móveis na França, detendo 17,8% do mercado. Ainda assim, a empresa vendeu 4,3% a menos do que no ano anterior, reflexos da crise. O diretor da IKEA France, Stefan Vanoverbeke conclui: “Neste contexto econômico difícil, a performance de IKEA France continuam sólidas”.

Até 2025 a empresa pretende contar com 45 lojas e dominar 20% do mercado francês.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Os 500 mais ricos da França, 25% mais afortunados em um ano

Com uma fortuna de 24 bilhões de euros Bernard Arnault é o homem mais rico da França

Apesar da grave crise econômica que abala a zona do euro, os 500 franceses mais ricos não têm do que se queixar, pois sua fortuna cresceu em média 25% no ano passado, conforme a revista Challenges a ser publicada na próxima quinta-feira.

A riqueza acumulada pelas 500 maiores fortunas francesas alcançou a soma de 330 bilhões de euros, o maior valor registrado pela classificação “500” da revista desde a primeira publicação, em 1996. O montante acumulado pelos ricaços franceses equivale a 16% do PIB da França e é maior que o PIB de Colômbia e Venezuela, respectivamente 34º e 35º países mais ricos do mundo, conforme o FMI (2011).

O grupo compreende 55 bilionários, 10 a mais do que no ano passado, o menor patrimônio do ranking é 64 milhões de euros. O líder do ranking é Bernard Arnault, CEO do conglomerado de luxo LVMH, que detém 24,3 bilhões de euros, 3,1 bilhões a mais do que no ano passado. O segundo lugar pertence à herdeira da L’Oréal, Liliane Bettencourt (23,2 bilhões de euros, aumento de 7,9 bilhões em relação ao ano anterior). Completam o Top 10, Gérard Mulliez (Grupo Auchan, € 19 bilhões), Bertrand Puech (Hermès, € 17,4 bilhões), Serge Dassault (Indústrias Dassault, € 12,8 bilhões), François Pinault (Kering, € 11 bilhões), Vincent Bolloré (Grupo Bolloré, € 8 bilhões), Pierre Castel (Indústria de bebidas Castel, € 7 bilhões), Alain Wertheimer (Chanel, € 7 bilhões). Xavier Niel, fundador da operadora de telefonia Free, fecha o Top 10 com fortuna de € 5,9 bilhões, ele entrou no ranking “500” em 2003, quando possuía uma fortuna de “apenas” 80 milhões de euros. Apesar do forte crescimento médio do ranking, a família Peugeot, tradicional freqüentadora do Top 10, teve sua fortuna reduzida em 70% nos últimos dois anos. O setor automobilístico é um dos mais afetados pela crise.

Paradoxo

Enquanto que as 500 maiores fortunas francesas cresceram 25% em um ano, a economia francesa não vai nada bem. A taxa de desemprego atingiu alarmantes 10,4% no primeiro semestre desse ano (0,3% a mais que no semestre anterior) e instituições como o FMI julgam muito difícil da França reverter a curva de crescimento do desemprego até o final do ano, conforme objetivo do Presidente François Hollande. Em relação ao crescimento da economia, enquanto o Presidente Hollande acredita que a França possa crescer 0,1% nesse ano, os especialistas do FMI afirmam que a França entrará em recessão e a recuperação será modesta até 2015. O crescimento das grandes fortunas certamente trará novamente à tona a proposta do governo de um imposto de 75% para rendas superiores a 1 milhão de euros, proposta de campanha de François Hollande e julgada de inconstitucional pelo Conselho Constitucional (O bilionário Bernard Arnault anunciou que pediria a cidadania belga para escapar da taxa Hollande caso ela dosse aprovada). O cenário de crescimento das desigualdades na França poderá auxiliar o crescimento do partido Frente Nacional, que já recebe grande apoio entre as classes mais desfavorecidas.

Oscar Berg,

10 de julho de 2013.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

“Ministro Fabius, tome uma iniciativa para acalmar as relações com a Bolívia"

Reproduzimos abaixo a carta aberta do deputado Sergio Coronado (Verdes EELV) endereçada ao Ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, a respeito da retenção do Presidente Morales em Viena. Sergio, que me recebeu recentemente na Assembleia Nacional em Paris, representa os franceses que vivem na América Latina e Caribe e é um atuante deputado do reatamento das relações da França com os países latino-americanos, uma região que o antigo governo Sarkozy/Fillon deu pouca atenção. Essa carta foi inicialmente publicada no Le Monde.

Sergio Coronado na tribuna da Assembleia Nacional

Na terça-feira, 2 de julho a noite, o Presidente da República da Bolívia, Evo Morales, foi obrigado a realizar uma escala imprevista em Viena, na Áustria, tendo a França e Portugal fechado brutalmente seu espaço aéreo pelo motivo infundado da suposta presença de Edward Snowden a bordo do avião presidencial.

Snowden, ex-agente da CIA e da National Security Agency é um lançador de alerta. Ele tornou pública a existência de um grande programa de espionagem de massa da administração americana chamado Prism.

Além da espionagem dos governos europeus, o governo americano realiza uma violação de direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos do mundo todo. O Presidente e o governo francês pediram explicações ao governo americano.

Mas no momento atual, Edward Snowden, que ninguém nega a veracidade de suas revelações, continua retido em um aeroporto russo e exigido pela polícia americana.

LÓGICA SECURITÁRIA

As relações transatlânticas parecem prisioneiras de uma lógica securitária acrescida pelo retorno da França na OTAN em abril de 2009. Bastou um rumor para que um avião vindo da Rússia fosse interditado de sobrevoar nosso território. Edward Snowden parece ser tratado como um verdadeiro terrorista, um Chefe de Estado sul-americano foi ofendido.

O Presidente da República Francesa, informado da presença de seu colega boliviano neste ano, teria mudado sua decisão de interdição do sobrevôo de nosso território. Contudo, o mal já estava feito. Não é necessário subestimar a amplitude de desgastes diplomáticos para as relações de nosso país com o continente latino-americano.

No dia seguinte, a Embaixada da França na Bolívia foi atacada por pedras arremessadas contra ela, bandeiras francesas foram queimadas e o Presidente do Equador e do Peru convocaram uma reunião da União das Nações Sul Americanas (UNASUL), atualmente presidida por Ollanta Humala, a fim de determinar uma resposta enérgica às humilhações cometidas pela França, Itália, Espanha e Portugal. O Presidente Boliviano evocou uma agressão aos países latino-americanos.

RECONSTRUIR A CONFIANÇA

A coragem de Edward Snowden deve ser saudada. Há um ano, o ministro das relações exteriores francês relançou as relações diplomáticas com o continente latino-americano. Desde a chegada ao poder da atual maioria, uma dezena de visitas diplomáticas foi organizada.

Os ministros se deslocaram várias vezes ao continente para reatar as relações com os governos locais. Mas o atlantismo que a França demonstrou nas últimas horas enfraquece os esforços do governo.

É necessário reconstruir a confiança com o continente latino-americano, perdida por este lamentável caso, e, sobretudo, tomar uma iniciativa de restituir a confiança das chancelarias dos países membros da UNASUL.

Sergio Coronado. Deputado dos franceses estabelecidos na América Latina e Caribe).

TRADUÇÃO DE OSCAR BERG


quarta-feira, 3 de julho de 2013

França envergonhada por erro diplomático

Ministro das Relações Exteriores da França lamenta o contratempo causado ao Presidente boliviano pela decisão da França de bloquear seu espaço aéreo. Presidente Hollande afirma ter dado autorização imediata para abertura do espaço francês, oposição e bolivianos, contudo, criticam postura do governo francês.

Foto: Agência France-Presse


Após França e três outros países europeus (Espanha, Itália e Portugal) terem fechado seus respectivos espaços aéreos devido a suspeita de que o ex-técnico da CIA, Edward Snowden, estaria no avião que levava o presidente boliviano, Evo Morales, de Moscou a La Paz, uma centena de pessoas protestou hoje em frente da Embaixada da França na capital boliviana.

Parte dos manifestantes de organizações ligadas ao Presidente Evo Morales gritavam em frente a Embaixada: “França, fascista, fora da Bolívia!” enquanto que outros portavam cartazes onde se lia: “França hipócrita, França colonialista”. Pedras foram atiradas contra a fachada do prédio da embaixada e bandeiras francesas foram queimadas. Não se sabe se o Embaixador da França na Bolívia, Michel Pinard, estava no interior do prédio no momento da manifestação.

Bandeiras francesas foram queimadas durante a manifestação (Foto: Le Parisien)


O presidente francês, François Hollande, declarou nesta quarta-feira (3/07) em Berlim ter “imediatamente” dado a autorização de sobrevôo da França ao avião do Presidente Morales, “Havia informações contraditórios a respeito de passageiros que estariam a bordo. Tão logo que eu soube que se tratava do avião do Presidente Boliviano, eu dei imediatamente a autorização de sobrevôo” declarou Hollande.



Ainda na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, telefonou ao chanceler boliviano para lamentar o contratempo ocasionado para o Presidente Morales pela demora na confirmação da autorização para sobrevôo do território francês, conforme indicou o porta-voz do Ministro.

O Parti de Gauche (Partido da Esquerda), co-presidido por Jean-Luc Mélenchon, denunciou a atitude do governo francês, qualificando-a de “grande erro político e diplomático”. Em um comunicado intitulado de “Escandaloso”, o partido declarou: “Tratando o Presidente Evo Morales como um potencial perigoso terrorista, o governo francês cometeu um grave erro político e diplomático que desonra o país, tão maltratado por seu alinhamento atlantista [...] Essa atitude atesta a subjeção de nosso governo aos interesses dos Estados Unidos que, contudo, nos espiona”.

Em represália a França, o Parlamento Boliviano vai pedir nesta quinta-feira a expulsão do país dos embaixadores de França, Portugal e Itália.

Recentemente, entre 12 e 13 de março de 2013, o Presidente Evo Morales esteve na França em viagem de trabalho. Nesta ocasião, o presidente François Hollande parabenizara o presidente boliviano pelas profundas reformas efetuadas com o objetivo de reduzir as desigualdades no país. Ambos os presidentes se comprometeram a fortalecer o comércio entre os dois países, tendo sido os setores de infraestrutura, energia, transportes e espacial identificados como prioritários. O Presidente boliviano, por sua vez, ressaltara a importância de reforçar a cooperação entre a França e a Bolívia nas instituições multilaterais.

Oscar Berg,

3 de julho de 2013.

terça-feira, 2 de julho de 2013

François Hollande demite a Ministra da Ecologia

Delphine Batho, demitida nesta terça-feira do Ministério da Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia

            Após criticar o orçamento de seu ministério, Delphino Batho, então ministra da Ecologia, foi convocada ao Palácio de Matignon para uma reunião a portas fechadas de duas horas com o Primeiro-Ministro, Jean-Marc Ayrault, e viu suas funções serem encerradas pelo Presidente, François Hollande, através do seguinte comunicado do Eliseu:

            “Após proposta do Primeiro-Ministro, o Presidente da República pôs fim às funções de Delphino Batho e nomeou Philippe Martin, ministro da Ecologia, do Desenvolvimento Sustentável e da Energia”.

           Philippe Martin, que comemorará 60 anos em novembro, é deputado na Assembleia Nacional pelo departamento de Gers. Ele é membro do Partido Socialista (PS) e participa da Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Ordenamento do Território da Assembleia.

           Delphine Batho foi demitida após criticar publicamente os cortes orçamentários de seu ministério para o ano de 2014 em uma emissão da rádio RTL: “Este é um péssimo orçamento”. Batho foi ainda além ao propor que as seguintes questões deveriam ser feitas: “A Ecologia é mesmo uma prioridade?” e; “Será que temos a capacidade de passar do discurso aos atos?”. Delphine Batho era próxima de Ségolène Royal, ex-candidata a presidência (2007) e Presidente do Conselho Regional de Poitou-Charentes, onde empreende grandes projetos de desenvolvimento sustentável.



           O Ministério da Ecologia é uma das pastas ministeriais que mais sofreu com o corte orçamentário que o governo pretende realizar no próximo ano, com queda de 7% de seus créditos. A ex-ministra lamentou o corte em um momento de “decepção com o governo”. A demissão da ministra foi comemorada em alguns círculos do PS que vêem no ocorrido uma recuperação da autoridade do Presidente François Hollande e do Primeiro Ministro Jean-Marc Ayrault nas decisões do governo. Os demais partidos de esquerda, contudo, lamentaram a decisão do Presidente e saudaram a coragem de Batho. Contudo, os verdes (EELV) decidiram, até este momento, continuar no governo. A direita aproveitou a situação para lembrar que Martin será o terceiro ministro da ecologia em quatorze meses de governo (Nicole Bricq cedeu lugar à Dephine Batho na reforma ministerial após as eleições legislativas de 2012. A Frente Nacional (extrema-direita) lamentou a “total desinteresse do governo nas questões ambientais”.

           A expectativa é de que o novo ministro da Ecologia, Philippe Martin, possa realizar um trabalho mais engajado, pois as questões ambientais interessam cada vez mais os franceses e o Presidente Hollande é acusado de não dar atenção suficiente a essa agenda.

Oscar Berg,

2 de julho de 2013.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Embaixador Bruno Delaye deixará suas funções no Brasil

Embaixador Bruno Delaye com o ex-presidente Lula


A comunidade francesa no Brasil foi pega de surpresa com o anúncio da saída de Bruno Delaye, Embaixador da França no Brasil, há menos de um ano de sua posse no cargo. Delaye, que estava no Brasil desde setembro do ano passado, evocou razões “pessoais e familiares” quando anunciou que deixaria o cargo para voltar a Paris. A Embaixada da França no Brasil não precisou a data de sua saída nem nenhuma informação sobre o próximo embaixador a ser acreditado no Brasil.

Um dos nomes que é sugerido para substituir Bruno Delaye é Denis Pietton, atual chefe de gabinete do ministro das Negócios Estrangeiros Laurent Fabius. Pietton, de 57 anos, é um alto funcionário que já prestou diversas funções dilpomáticas, como Cônsul Geral em Miami (1992-1994) e Jerusalém (1999-2002), ministro conselheiro na Embaixada da França em Washington (2002-2006), Embaixador na África do Sul (2006-2009) e no Líbano (2009-2012). As autoridades brasileiras ainda não declararam se iriam validar essa candidatura.
Mesmo que Bruno Delaye tenha permanecido no Brasil apenas alguns meses, sua ação nesse período priorizou assuntos econômicos e foi marcada pelo desejo de intensificar as trocas entre a França e o Brasil. Com este objetivo, o embaixador Delaye desenvolveu projetos inovadores, como visitas de campo com chefes de empresas e empresários franceses.
“Ele iniciou uma série de visitas em diferentes grandes estados brasileiros, acompanhado de responsáveis de empresas francesas a fim de vender e tornar conhecido o savoir-faire francês junto de oficiais locais e parceiros econômicos”, declara Stéphane Schorderet, conselheiro de imprensa e comunicação da Embaixada da França em Brasília. “Ele já havia visitado os estados da Bahia, de Pernambuco e Rio Grande do Sul. Esta maneira de agir se inscreve no conceito de ‘diplomacia econômica’, que é importante ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius”.

Antes de ser acreditado no Brasil, Bruno Delaye, havia sido embaixador da França na Espanha e ocupado funções similares na Grécia, no México e no Togo. Ele tem 61 anos e é formado pela ENA (Escola Nacional de Administração), a mais tradicional escola de administração pública francesa.

OBS: Uma das ações de Bruno Delaye em tanto que embaixador da França no Brasil você pode rever no link de FrancePo: Dirigentes de indústrias franceses se reúnem com o Presidente da FIESP, Paulo Skaf
As informações são do jornal francófono online Le Petit Journal.

Oscar Berg,

12 de junho de 2013.